Os autores não dão uma tradução literal para o nome NANÃ, parece ser uma forma de deferência empregada na região de Ashanti, para as pessoas idosas e respeitáveis. Para os "fon", os "ewe" e os"guang", residentes na atualo localidade de GANA, o nome NANÃ, significa: Mãe. Ainda na África, possui vários nomes: NANÃ BURUKU - NANÃ BUKÚÚ e NANÃ BRUKUNG.

É uma divindade muito antiga e tem a força da mãe natureza (tão respeitada pelos africanos).

No planeta Terra, participa com seu filho OBALUAYÊ o médico do corpo e da alma (O Grande Curador), nas grandes transformações bioquímicas da natureza.

Ela responde com o Orixá OXUMARÉ e seu filho OBALUAYÊ, pelo equilíbrio nos mundos espiritual e material.

É a mais velha esposa do Orixá OXALÁ.

É um orixá, cuja origem se perde na noite dos tempos, escapando ao conhecimento humano e só o Orixá TEMPO, seu contemporâneo, poderá informar quando surgiu. Os pesquisadores dos cultos afro dizem que nos templos a ela consagrados, cada qual dá notícias diferentes sobre sua  origem.

No Abomey (África), no templo de Lisa, há várias NANÃS: NANÃ BURUKU, seria a mãe de NANÃ YABA, NANÃ HONDO, NANÃ KPAHAN, NANÃ SELI, sendo que cada uma delas apresenta características diferentes.

Na cidade de Adelê (África), NANÃ é considerada a entidade maior da criação. É muito respeitada e os fiéis de três em três anos fazem peregrinação à cidade, vêm de todas as regiões do mundo, reunem-se e são conduzidos por um sacerdote de NANÃ. É necessário que os fiéis, façam essa peregrinação para cumprir os preceitos, por três vezes seguidas.

NANÃ, quando incorpora tem a dignidade de uma senhora idosa e respeitável. Quando dança seus movimentos são lentos e penosos. Apoia-se em um bastão imaginário e que ela curvada para e o puxa para si. Em certos momentos, vira-se para o centro da roda, onde dança, com punhos fechados um sobre o outro faz um gesto como se apoiasse em um bastão para descansar.

No Brasil e em Cuba, NANÃ é mais conhecida como a Mãe de OBALUAYÊ.

SINCRETISMO

No BRASIL - Com Nossa Senhora Santana; Nossa Senhora do Carmo ou Santa Teresa

CONTAS - Em Nação, de vidros brancas com listras azuis ; Na Umbanda contas roxas

FILIAÇÃO - É filha de ou manifestação de ODUDUÁ, representando o poder genitor feminino

ELEMENTO - Água

SUPORTE - Barro; Lama; Água parada ; Pântano

DOMÍNIO - Morte e renascimento, fertilidade, abundância, benevolência e justiça

FLORES - Hortência; Manacá, todas de pétalas roxas

ANIMAIS - Rã; Coruja; Cabra e Galinha d´ Angola

FRUTAS - Jaca Dura, etc

BEBIDAS - Água de Côco; Vinho Rosado Seco

COMIDA - Milho Branco; Feijão - Fradinho cozido com mel; Inhame e Arroz; Peixe Cozido com Pouco Sal; Aipim Cozido com Mel ou Dendê; Banana-da-terra crua ou cozida com mel; Pratos com quiabos sem azeite, mas bem temperados, etc

DIA DE CULTO - Segundo alguns é na Segunda-Feira, junto com seu filho OBALUAYÊ, e outros no sábado, junto com as demais divindades das águas

MINÉRIO - Estanho e Ferro

CRISTAL - Ametista

NÚMERO CABALÍSTICO - 2 e seus múltiplos

SIGNO DO ZODÍACO - Câncer

SAUDAÇÃO - SALUBA NANÃ !

INFLUÊNCIA SOBRE SEUS FILHOS (ARQUETIPOS)

POSITIVAS - Quando recebem as vibrações diretas do Orixá são gentis, benevolentes, calmas. Não tem pressa, tem a eternidade a sua frente, mas são objetivas.

Gostam de crianças, com as quais se comportam com a indulgência das avós, educando-as com mansidão e doçura. Suas decisões são bem equilibradas e seguem o  caminho da sabedoria e da justiça. Se interessam pelo cumprimento de promessas e contratos. Porém, têm receio de amar e tendem a se proteger, com medo do abandono e do sofrimento.

NEGATIVOS - Quando prevalece o livre arbítrio com influências negativas, são intransigentes, conservadoras, estúpidas e preguiçosas.

Na Umbanda, é a avó. Muito festejada no dia 26 de Julho, consagrado a Nossa Senhora Santana.

É o Orixá da riqueza, das grandes transformações na natureza, do equilíbrio físico-químico do planeta, que tem sob seu domínio o desencarne, o renascimento e a terra
que alimenta o nosso corpo físico e depois o recolhe em seu seio. É DUAS VEZES MÃE !

SALUBA NANÃ !