Existe um adágio nos meios espiritualistas, que diz o seguinte:

"  Você sai em busca da espiritualidade quando precisa de ajuda pela dor ou pelo amor "


Pelo que temos observado cremos que a primeira opção (pela dor), é a mais utilizada.


A Fraternidade da Luz, funcionava ainda de forma precária, pois estava iniciando suas atividades na Rua Joaquim Martins, Bairro do Encantado, quando lá surgiu em busca de uma consulta com Pai Joaquim do Bonfim, um casal, ele chamava José Pereira Lima e ela Letícia.


Quem demonstrava grande interesse em falar com o preto velho, era ela. Ele até demonstrava uma certa apatia.


O velho, escutou-a, e ela fez um apelo, dizia ser seu companheiro um dependente químico (usava drogas). Explicou ser ele, ótima pessoa desde que não estivesse sob o efeito do tóxico, que o tornava violento.


Pediu ao velho, que fizesse algo para ajudá-lo, pois ela não estava mais suportando a vivência comum.


Pai Joaquim, pediu que ela trouxesse, sem que ele soubesse, uma pitada da droga que ele ingeria. Ela trouxe, e a entidade trabalhou com aquele material e passou instruções como ela deveria proceder.


Pai Joaquim do Bonfim, possuia uma assessoria espiritual muito eficaz, em pouco tempo o Lima, mudou totalmente o seu comportamento. Aos poucos foi abandonando o uso da droga até deixá-la definitivamente (embora saibamos que o dependente químico é um doente, e como tal, não pode garantir não mais usar drogas). Mas nesse caso, soubemos, por seu próprio depoimento e da sua companheira, não mais usar a droga.


Assim, passou a frequentar a Fraternidade da Luz, onde desenvolveu a sua mediunidade de incorporação, e dentre outras entidades trabalhou com Pai Miguel, prestando assídua
assistência a quem o procurava.


O Lima, como era conhecido, ajudou muito à Fraternidade. O referencial do Caboclo das Sete Encruzilhadas (visto na sua sala), foi uma doação sua. Participava intensamente, de qualquer trabalho de ajuda aos irmãos carentes. Possuia excelente coração ajudado por sua entidade-guia.


Trabalhava no comércio de papéis da Bolsa de Valores, onde chegou a ganhar muito bem.


Permaneceu algum tempo na Tenda, após desenlace de Henrique Landi Júnior.


Soubemos ter desencarnado, quando estava afastado da Fraternidade.


Foi sem dúvida um grande amigo da Casa, a qual ajudou de todas as maneiras, mesmo sem ser solicitado.


Lima, no plano em que estiveres, receba um grande abraço fraterno e a certeza de que não esquecemos de sua passagem na Fraternidade da Luz.

Henrique Landi Neto