Em uma aldeia asiática, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi, certa vez, atingido violentamente por um bombardeio proveniente de guerras. A situação era drástica, quase todos os missionários e duas crianças tiveram morte imediata, as restantes ficaram gravemente feridas, entre elas, uma menina de 8 anos era considerada o mais grave dos casos.

Em razão da dificuldade de acesso e do idioma quase desconhecido na região, somente após muitas tentativas o pedido de socorro pelo rádio foi detectado por um grupo de médicos americanos que encontrava-se próximo ao local do incidente. Chegando lá os três voluntários agiram rapidamente, afinal a situação era tensa e a pequena menina de 8 anos sofria drásticamente com a progressiva perda de sangue. Era urgente uma transfusão, mas como ?

Após rápidos testes, os médicos puderam perceber que li ninguém possuia o tipo de sangue necessário. Reuniram então algumas crianças e entre gesticulações e arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar sangue. Após um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente.

Era um menino chamado Cheng

Ele foi preparado às pressas ao lado da menina agonizante para transfusão, espetaram-lhe uma agulha na veia e Cheng manteve-se quieto, silencioso e com olhar para o teto.

Passados alguns instantes, Cheng timidamente deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a outra mão. O médico imediatamente perguntou-lhe se estava doendo e com a cabeça o menino negou. Não demorou muito e Cheng voltou a soluçar, contendo as lágrimas. Preocupado o médico novamente indagou-lhe e ele mais uma vez negou qualquer tipo de dor. Os soluços ocasionais, repentinamente, lugar a um choro silencioso e ininterrupto. Era evidente que algo estava errado. Foi então que uma enfermeira local surgiu para consolar a criança. Confuso e preocupado o médico pediu à colega que perguntasse ao menino o que estava acontecendo. Com a voz meiga e doce a enfermeira foi conversando com Cheng e lhe explicando algumas coisas em sua lingua nativa. O rostinho assustado deu lugar, em poucos minutos, a um alívio imediato. A enfermeira explicou aos médicos:

" Cheng pensou que ia morrer, não tinha entendido o direito o que os senhores disseram e estava achando que teria que dar TODO o seu sangue para salvar a menina."

O médico, surpreso, se aproximou de Cheng, e com auxílio da enfermeira, perguntou-lhe: - se era assim, porque você se ofereceu para doar o seu sangue?

O menino rapidamente respondeu : "ELA É A MINHA MELHOR AMIGA".

Autor Desconhecido