Para os Yorubanos: O DEUS DO TROVÃO.

Este Orixá tem uma grande atuação vibratória sobre os grandes depósitos graniticos de nosso planeta e fenômenos estratosféricos (raios, relâmpagos, trovões, etc).

Outro nome atribuído a XANGÔ na África é OBÁ KOSSÔ, ou seja o Rei de Kossô. Porém era originário da cidade de Oyo e foi o quarto filho de ORANIAM (Rei legendário e guerreiro de Oyo).

O título de OBÁ KOSSÔ, se deve à dedicação de XANGÔ pela cidade que tinha o nome de Kossô e pela qual, realizou extraordinários trabalhos para o desenvolvimento daquela comunidade e foi aclamado Rei.

É o Senhor da Justiça. É o julgador inflexível como o granito. O cumpridor inexorável da Lei do Carma. O defensor intransigente do ser injustiçado na busca da redenção espiritual.

O símbolo de XANGÔ, é a dupla machadinha que tem o nome de "edum ara", e que são confeccionadas com a pedra que é encontrada no local onde caiu o raio pelos sacerdotes do Orixá. Tais machadinhas, são depositadas no altar de XANGÔ, onde determinados preceitos são oferecidos para manutenção da força e da virilidade (são emanação do Orixá e contém o seu "Axé").

XANGÔ possui um talismã que o diferencia em poderes dos demais orixás, que é a possibilidade de lançar fogo pelas bocas e narinas, e que possibilitou, quando em vida terrena, conquistar muitas terras assustando os inimigos.

Diz a lenda africana, que XANGÔ muito bonito e conquistador possuia três mulheres: OXUM, OBÁ e OYÁ. OXUM e OBÁ, são divindades que habitam os rios, na África, que tem seus nomes. OYÁ era das três, aquela que XANGÔ respeitava porque conseguira descobrir o segredo com o qual o Orixá, lançava fogo pela boca e narinas.

O raio ou faísca flamejante que risca o espaço e com um estrondo penetra pela terra, tem na lenda africana a seguinte explicação: é que XANGÔ, usou imprudentemente o seu talismã, lançando fogo e raios sobre seu palácio matando suas mulheres e filhos e, em seguida possuido por uma enorme cólera, arrasou o solo a seus pés entrando pela terra a dentro com grande ruído (trovão). Daí a sua transformação em Orixá.

SINCRETISMO

No caso do Orixá XANGÔ, ocorreu com Santos Velhos e que representam a sabedoria e a experiência:

  • XANGÔ ALAFIN e DJACUTÁ: São Jerônimo (cultuado em 30 de Setembro)
  • XANGÔ ABOMI - Santo Antônio
  • XANGÔ AGANJÚ - São José
  • XANGÔ ALUFÁ - São Pedro
  • XANGÔ AGODÔ - São João Batista
  • XANGÔ DE OURO - Referência com crianças e jovens

CONTAS - Em Nação: Vermelhas e Brancas. Na Umbanda: Marrom

ELEMENTO - Fogo ; Pedras

FLORES - Lírio Branco; Cravo Branco, etc

ANIMAIS - Carneiro

BEBIDAS - Água de Côco; Sumo de suas Ervas ou Frutos; Cerveja Preta, etc

COMIDAS - Rabada; Amalá; Farofa de Quiabo no dendê com cebolas, etc

DIA DE CULTO - Quarta-Feira

MINERAL - Estanho

SIGNO DO ZODÍACO - Leão

SAUDAÇÃO - KAWÔ KABIECILE ! (Chegou o Rei !)

INFLUÊNCIA DO ORIXÁ SOBRE SEUS FILHOS (ARQUETIPO)

POSITIVAS - Quando recebem a irradiação do Orixá, ponderados, inteligentes, altivos, justos e responsáveis.

NEGATIVAS - Quando prevalece o livre arbítrio com influências negativas: São mesquinhos, vaidosos em excesso, muito conservadores, teimosos, etc.

XANGÔ é um Orixá respeitado em todos os continentes por seu trabalho na manipulação de poderosas forças forças cósmicas, conduzindo o ser humano no sentido de elevar-se das sombras, aclarando o seu interior como a faísca que risca o céu espalhando luz à sua volta.

Na Umbanda, esse Orixá tem sob sua égide as falanges orientais, constituídas de entidades que trabalham principalmente em curas. São mestres, Pretos Velhos, Caboclos,
Ibejadas e demais entidades espirituais que integram a Grande Falange do Bem, espalhando em todos os recantos da Terra os ensinamentos do Grande Mestre Jesus

KAWÔ KABIECILE !